De uma vitória bonita à realidade do crime
Os governistas continuam espalhando minha análise da vitória de Marquinho em 2008, feita 2 dias depois do resultado das eleições na coluna que eu tinha na Folha, onde eu, na minha inocência, chamava a vitória de Marquinho de bonita. Sim, inocência, pois nem de longe eu poderia imaginar o mar de corrupção que foi aquele pleito. Esse mundo não é meu, esta lama é deles. Essas práticas não são do meu cotidiano.
Na coluna, eu também elogiei os programas sociais do governo Marquinho. Mas hoje sabemos as sujeiras que os envolvem, um deles explorado pelos amigos de Carlos Víctor da Unimed (Café da Manhã do Trabalhador), coisa que eu apenas soube nesta semana que passou.
Muito "pior" do que esta coluna foi uma outra que escrevi um mês depois na Folha dos Lagos criticando Alair por tentar anular o pleito. Alair alegava que Marquinho tinha colocado uma placa de obra indevida. Defendi o prefeito naquela ocasião e ainda acho que isso não é razão para mudar o resultado de uma eleição. Mas eu não sabia o mar de outros crimes cometidos por Marquinho. Somente após o escândalo Boi Bom em 2010, dois anos e meio depois, ficamos sabendo, por exemplo, como a campanha de Marquinho em 2008 foi financiada com dinheiro da própria prefeitura e grana suja das empresas com "laranjas" do senhor Hugo Boi Bom.
Muito "pior" do que esta coluna foi uma outra que escrevi um mês depois na Folha dos Lagos criticando Alair por tentar anular o pleito. Alair alegava que Marquinho tinha colocado uma placa de obra indevida. Defendi o prefeito naquela ocasião e ainda acho que isso não é razão para mudar o resultado de uma eleição. Mas eu não sabia o mar de outros crimes cometidos por Marquinho. Somente após o escândalo Boi Bom em 2010, dois anos e meio depois, ficamos sabendo, por exemplo, como a campanha de Marquinho em 2008 foi financiada com dinheiro da própria prefeitura e grana suja das empresas com "laranjas" do senhor Hugo Boi Bom.
Dentre os que comentam a coluna com ironia está o senhor Carlão, do samba, ou melhor, da Guarda Municipal, local onde deveria estar trabalhando. Logo ele, chamado toda hora de ladrão pelos sambistas na TV.
De qualquer maneira, fico feliz que esta seja a única coisa que os governistas têm para falar de mim. Logo eles, que já chafurdaram minha vida toda em busca de algo desabonador. Logo eles, que já impediram que eu fizesse caridade na cidade com meus eventos e que já mandaram fiscais nos locais onde eu trabalhava para me retirar empregos.
A política é como o matrimônio. É aos poucos que as pessoas se revelam ou que vamos descobrindo quem são na verdade, para o bem ou para o mal. Uns políticos entrarão para a história como estadistas, como gente honrada. Cito Ulisses Guimarães e Mário Covas como exemplos. Outros entrarão para a história como criminosos. Vcs, leitores, sabem muito bem de quem estou falando.
A política é como o matrimônio. É aos poucos que as pessoas se revelam ou que vamos descobrindo quem são na verdade, para o bem ou para o mal. Uns políticos entrarão para a história como estadistas, como gente honrada. Cito Ulisses Guimarães e Mário Covas como exemplos. Outros entrarão para a história como criminosos. Vcs, leitores, sabem muito bem de quem estou falando.